Desatando a crise; trabalhos de cuidados em tempos de coronavírus

Sem essas redes e infraestruturas populares não há vida, nem feira, nem comida nas casas, nem vacina, máscaras ou isolamento.

10/03/2021
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Introdução

 

Como o conflito capital-vida é redefinido no contexto de uma pandemia? Quais são os processos e dinâmicas que sustentam a vida e o mundo? Quem os garante? Que correlato tudo isso tem nas vidas-corpos-territórios concretos e diversos? Como se reelaboram os espaços do comum? Como os lares implodem neste contexto? Como se aprofundam as desigualdades decorrentes da divisão sexual do trabalho e da omissão dos cuidados como uma responsabilidade, uma necessidade e um direito coletivo? Que efeitos desiguais isso tudo têm sobre a vida das mulheres, lésbicas, travestis e trans?

 

Com essas indagações e a cumplicidade para politizar juntas alguns elementos que a pandemia deixou à mostra, criamos o Destapar la crisis [Destapar a crise], um mapeamento da pandemia sob um olhar feminista, em formato de podcast. De mãos dadas com as feministas populares que das margens apoiam e criam redes, constroem infraestruturas populares e lutam para visibilizar nossa dependência mútua e em relação ao entorno, nos propomos a analisar o impacto da pandemia.

 

Este dossiê é uma sistematização desse trabalho no qual, a partir de múltiplas e diversas realidades localizadas em um determinado espaço, investigamos as resistências que emergem diante da intensificação da exploração, dos saques e da violência em um contexto de colapso econômico, sanitário e alimentar. Estruturamos o dossiê em três âmbitos: a comunidade, as casas/lares e o trabalho doméstico e de cuidados. Em todos eles se materializam, ainda que de diferentes formas, a mercantilização, a privatização, a precarização e a feminização dos cuidados.

 

As suspeitas e intenções iniciais que nos convocaram a esta tarefa foram enriquecidas pelos olhares das companheiras e pelos diálogos que entre elas se deram ao atravessarmos esses territórios e realidades aparentemente isolados. Trata-se de uma aposta na aprendizagem colaborativa a partir do diálogo e da escuta, o que não teria sido possível sem todas as lutadoras que se animaram a compartilhar seus sentires e experiências.

 

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Fonte: https://www.thetricontinental.org/wp-content/uploads/2021/03/20210305_Dossier38_PT_Web.pdf

 

 

 

https://mail.alainet.org/pt/articulo/211312
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