Na guerra todos perdem, não há guerras justas

É urgente encontrar uma solução negociada antes de que seja tarde. Enviar armas à Ucrânia e aplicar sanções à Rússia é pretender apagar um incêndio com gasolina.

18/03/2022
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Há causas justas. 


É necessário fazer uma análise serena dos responsáveis pela guerra entre Ucrânia e Rússia, e do silêncio e das negativas para encontrar uma solução diplomática para evitar a guerra por parte dos EUA e da União Europeia (UE). 


A OTAN, em sua política junto aos EUA, busca expandir seu controle e dominação mundial e submeter a muitos povos a seus interesses militares, políticos e econômicos. A guerra tem muitos rostos, o da ação psicológica, da propaganda e a economia que os EUA e a UE impõem à Rússia, o bloqueio a seus produtos e exportações, sanções aos ativos bancários, aos empresários russos; buscam todas as formas de debilitar a economia russa. Intervém na guerra de forma direta enviando armas e apoiando a Ucrânia, um governo filo nazi que durante oito anos atacou e perseguiu o povo de Donbas, as províncias separatistas. 


Os grandes meios hegemônicos mantém um silêncio cúmplice dos massacres da OTAN e dos EUA na Síria, Líbia, Iraque e das bases militares ao longo de países limítrofes à Rússia, pondo em perigo a seguridade deste país. A guerra psicológica dos grandes meios de comunicação impõe sua nefasta propaganda agregando combustível ao conflito, propaganda à mentira e à desinformação dos fatos. Guardam silêncio e ocultam a verdade sobre a guerra, buscam demonizar a Rússia. 


Tensionar a situação e a intervenção da OTAN e EUA em um enfrentamento com a Rússia provocaria a III Guerra Mundial, que afetaria a todo o mundo com um holocausto nuclear. É urgente encontrar uma solução negociada antes que seja tarde. Enviar armas à Ucrânia e combatentes, aplicar sanções e condenações à Rússia é pretender apagar um incêndio com gasolina. 
As sanções à Rússia afetam a economia mundial e a situação de muitos países que precisam da Rússia, logo, é um bumerangue para os países que as impões. 


Há que se destacar a posição da China, que observa com serenidade os acontecimentos e as consequências da guerra e o avanço da OTAN e dos EUA, e atua como mediadora entre Rússia e Ucrânia para pôr fim ao conflito armado. 


É urgente pensar em uma Nova Ordem Mundial com equidade e não sob a imposição capitalista e a degradação que gera mais pobreza e desigualdades. Muitas vezes viemos alertando sobre a urgência de um Novo Contrato Social. As Nações Unidas precisam de uma reforma profunda e a democratização do Conselho de Seguridade. O Preâmbulo das Nações Unidas proclama “Nós, os povos do mundo”.


Hoje lamentavelmente os povos do mundo estão ausentes nas decisões e caminhos que deve seguir o mundo, de paz, solidariedade, de lutar contra a fome, a pobreza, o clima; mais que a mudança climática, a humanidade precisa de uma mudança de sistema social, político e econômico, buscar a diversidade dentro da unidade e acabar com o monopólio da força em poucas mãos e a indústria das armas, reverter a produção para a vida e o desenvolvimento dos povos e não instrumentos para a morte. Os povos sofrem a violência da guerra, não podemos esquecer dos milhares de refugiados que agora fogem da guerra na Ucrânia.  


A Rússia e o governo da Ucrânia devem proteger os corredores humanitários para salvar vidas e garantir que os refugiados tenham a atenção básica e segurança para suas vidas e famílias. 
A humanidade está atravessando momentos de grandes incertezas e de sofrimento que têm cobrado milhares de vidas em diversas partes do mundo. A pandemia da Covid-19 não afeta a todos por igual, sempre os pobres são os mais afetados. Aumentam ainda os conflitos armados e a fome que é a guerra silenciosa que cobra milhares de vidas diariamente. 


Há forças sociais positivas no mundo que reclamam a paz, que querem uma Nova Ordem Mundial, livre de dominações, são organizações culturais, sociais, políticas e religiosas que trabalham pela construção de um mundo mais justo e fraterno. Reclamam a paz com base nas relações humanas, na unidade e na diversidade e no direito das pessoas e dos povos à sua liberdade. 


A fé move montanhas. 


Tradução: Mariana Serafini
 

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